168 posters,  3 sessions,  705 authors,  330 institutions

ePostersLive® by SciGen® Technologies S.A. All rights reserved.

PP008
RELATIONSHIP BETWEEN TRISMUS AND CONDITION OF ORAL HEALTH IN PATIENTS WITH MALIGNANT NEOPLASMS OF ORAL CAVITY

Primary tabs

Rate

No votes yet

Statistics

665 reads

Relação entre Trismo e Condição de Saúde Bucal em Pacientes Portadores de Neoplasias Malignas da Cavidade Oral

Introdução

          Frequentemente, pacientes submetidos ao tratamento de neoplasia maligna de cavidade oral apresentam a dificuldade de abertura bucal, conhecida como trismo. Trata-se de qualquer tipo de restrição de abertura de boca, inclusive condições pós-trauma, radiação, cirurgia ou tétano (Johnson J et al., 2010).

          De acordo com estudos recentes, a média de incidência de trismo é de 30%. (Lyons et al., 2013). Limitações na abertura bucal foram relatadas em 6% a 86% dos pacientes que receberam radioterapia direcionada à articulação temporomandibular, masseter e  músculos pterigóideos (Louise et al., 2008).

           Devido à limitação de abertura bucal, o paciente portador de trismo constantemente se depara com dificuldades de execução de atividades cotidianas, como mastigação, fonação, respiração, redução de qualidade de higiene oral e até mesmo dificuldade para o tratamento oncológico e odontológico da cavidade oral (Abdel-Galil et al., 2007, Bensadoun et al., 2010; Lyons et al., 2013).

            Saúde bucal é fundamental para a manutenção da saúde sistêmica do paciente. Tem-se demonstrado que microorganismos orais decorrentes de complicações no sítio são fontes comuns de bacteremia nos pacientes submetidos ao tratamento das neoplasias (Osterne et al. 2007).

Objetivos

•Avaliar a condição de saúde bucal em pacientes em tratamento para neoplasia maligna de cavidade oral no ambulatório de Cirurgia de Cabeça e  Pescoço do Hospital A. C. Camargo;
•Avaliar a incidência de trismo em pacientes em tratamento para neoplasia maligna de cavidade oral no ambulatório de Cirurgia de Cabeça e Pescoço do Hospital A. C. Camargo;
•Verificar a interferência do trismo nas condições de saúde bucal destes pacientes. 
 

 Casuística

          A amostra deste estudo será composta por 50 pacientes consecutivos com diagnóstico de neoplasia da cavidade oral, CID 10 C00 a C08 e C14, admitidos no ambulatório de Cabeça e Pescoço do Hospital A. C. Camargo para tratamento oncológico.

          Todos os pacientes que participaram da pesquisa assinaram o termo de Consentimento Livre Esclarecido.

 Critério de Inclusão

          Pacientes de ambos os sexos, sem distinção de faixa etária, com diagnóstico de neoplasia maligna da cavidade oral.

Critério de Exclusão

          Foram adotados como critérios de exclusão pacientes com histórico prévio de trismo não relacionado ao tumor e pacientes que já tenham realizado tratamento prévio para o trismo.

•Aplicação de um breve questionário para que os participantes respondam a questões sobre sua forma geral, histórico familiar, saúde bucal e hábitos de higiene bucal;
•Medida objetiva da amplitude de abertura de boca, com o compasso de Wills, mensurando a distância interincisal para a definição do diagnóstico de trismo. Medidas de abertura de boca inferiores a trinta e cinco milímetros foram classificadas como trismo;
•Inspeção visual com o espelho clínico para avaliar a presença/ausência de elementos dentários e a presença/ausência de cavidades dentárias (cáries). Em caso de presença, quantificação dos elementos comprometidos; necessidade ou não de tratamento endodôntico (canal) e, em caso de necessidade, quantos elementos estão comprometidos; gengivite e periodontite; ausência/presença de saburra lingual; e subjetivamente, de acordo com a percepção do paciente a presença/ausência de halitose (mau hálito).

          Para as variáveis qualitativas será aplicado o teste de Qui-quadrado, e para as variáveis quantitativas será aplicado o teste de T-Student ou a análise não paramétrica de Mann-Whitney. 

 

 Referências

Abdel-Galil K, Anand R, Pratt C, Oeppen B, Brennan P. Trismus: an unconventional approach to treatment. Br J Oral Maxillofac Surg. 2007;45(4):339-40. PubMed PMID: 16375999.

Bensadoun RJ, Riesenbeck D, Lockhart PB, Elting LS, Spijkervet FK, Brennan MT, Trismus Section, Oral Care Study Group, Multinational Association for Supportive Care in Cancer (MASCC)/International Society of Oral Oncology (ISOO). A systematic review of trismus induced by cancer therapies in head and neck cancer patients. Support Care Cancer. 2010;18(8):1033-8. PubMed PMID: 20213237.

Johnson J, van As-Brooks CJ, Fagerberg-Mohlin B, Finizia C. Trismus in head and neck cancer patients in Sweden: incidence and risk factors. Med Sci Monit. 2010;16(6):CR278-82. PubMed PMID: 20512090.

Louise Kent M, Brennan MT, Noll JL, Fox PC, Burri SH, Hunter JC, Lockhart PB. Radiation-induced trismus in head and neck cancer patients. Support Care Cancer. 2008;16(3):305-9. PubMed PMID: 17965892

Lyons AJ, Crichton S, Pezier T. Trismus following radiotherapy to the head and neck is likely to have distinct genotype dependent cause. Oral Oncol. 2013;49(9):932-6. PubMed PMID: 23891529.

Osterne VLR, Brito MGR, Nogueira MRL, Soares SCE, Alves NNPA, Moura BFJ, Holanda RRAR, Sousa BF. Saúde Bucal em Pacientes Portadores de Neoplasias Malignas: Estudo clínico- epidemiológico e análise de necessidades odontológicas de 421 pacientes. Rev Brasileira de Cancerologia 2008;54(3): 221-226.

 

 


Enter Poster ID (e.gGoNextPreviousCurrent